20 de jan de 2009

Duloxetina (Cymbalta)

A Duloxetina é um inibidor potente e balanceado da recaptação da serotonina e da noradrenalina. Essas duas substâncias estão envolvidas no complexo espectro dos sintomas da depressão. Não está relacionada quimicamente a outros Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina, tricíclicos, tetracíclicos ou outras drogas eficazes disponíveis no tratamento do Transtorno de Depressão Maior (TDM).

Seu nome químico é cloridrato de (+)-(S)-N-metil-γ-(1-naftaleniloxi)-2-tiofenopropanamina.

PROPRIEDADES FARMACOLÓGICAS

Mecanismo de Ação: O mecanismo de ação presumido da Duloxetina no tratamento da depressão maior está ligado à inibição da recaptação neuronal de serotonina e de noradrenalina e um aumento resultante na neurotransmissão serotonérgica e noradrenégica no SNC.

A Duloxetina bloqueia fortemente a recaptação de serotonina e de noradrenalina e fracamente a captação de dopamina, com baixa ou nenhuma afinidade para os receptores dopaminérgicos, histaminérgicos, colinérgicos e adrenégicos. A Duloxetina, dose dependente, aumentou os níveis extracelulares de serotonina e de noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.

Os estudos neuroquímicos e comportamentais em animais de laboratório mostraram um aumento de neurotransmissão de ambas serotonina e noradrenalina no Sistema Nervoso Central (SNC). A Duloxetina também normalizou o limiar de dor em diversos modelos pré-clínicos de dor inflamatória e neuropática e atenuou o comportamento da dor em um modelo de dor persistente.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

Ação esperada do medicamento: Duloxetina é um antidepressivo para administração oral indicado para o tratamento do transtorno de depressão maior.

Gravidez e lactação: Informe a seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Devido ao fato dos estudos de reprodução animal nem sempre predizerem a resposta em humanos, Duloxetina deve ser usado em gestantes apenas se o benefício potencial justificar o risco para o feto. A amamentação não é recomendada durante o uso de Duloxetina. Informar ao médico se está amamentando.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: Informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como constipação, diarréia, boca seca, náusea, fadiga, insônia e tontura.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Embora Duloxetina não aumente o prejuízo das habilidades mentais e motoras causadas pelo álcool, o seu uso concomitante com álcool não é recomendado. A Duloxetina deve ser administrada com cuidado aos pacientes que estiverem tomando outros medicamentos que agem no

Sistema Nervoso Central (ver INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

O uso concomitante de Duloxetina em pacientes tomando Inibidores da Monoamino Oxidase (IMAO’s) está contra-indicado. Duloxetina pode ser administrado independente das refeições.

Contra-indicações e precauções: Duloxetina não deve ser usado por pacientes alérgicos à droga ou a qualquer um dos seus excipientes. A segurança e eficácia de Duloxetina não foram avaliadas em pacientes pediátricos. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Qualquer droga psicoativa pode prejudicar o julgamento, o pensamento e a habilidade motora. Portanto, os pacientes devem ser prevenidos quanto ao risco de operação de máquinas, incluindo automóveis, até que estejam certos de que o tratamento com a Duloxetina não afeta a habilidade em dedicar-se a tais atividades.

INDICAÇÕES:

A Duloxetina é indicada para o tratamento do transtorno de depressão maior.

CONTRA-INDICAÇÕES:

A Duloxetina é contra-indicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à droga ou a qualquer um dos seus excipientes e em pacientes usando Inibidores da Monoamino Oxidase (IMAOS).

ADVERTÊNCIAS

Houve relatos de reações graves, às vezes fatais, em pacientes recebendo um inibidor da recaptação de serotonina em combinação com um Inibidor da Monoamino Oxidase incluindo hipertermia, rigidez, mioclonia, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental. Estas reações também têm sido relatadas em pacientes que interromperam recentemente os inibidores de recaptação de serotonina e iniciaram um IMAO.

Os efeitos do uso combinado da Duloxetina e IMAOS não foram avaliados em humanos ou em animais. Portanto, é recomendado que a Duloxetina não seja usada em combinação com um IMAO ou dentro de no mínimo 14 dias da interrupção do tratamento com um IMAO. Também se deve aguardar no mínimo 5 dias após a interrupção da Duloxetina antes de se iniciar um IMAO. A Duloxetina deve ser usada cuidadosamente em pacientes com história de mania e de convulsão. A possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente ao transtorno depressivo maior e pode persistir até que ocorra remissão. Foi relatada midríase em associação com Duloxetina.

Desta forma, deve-se tomar cuidado quando prescrever a Duloxetina em pacientes com pressão intraocular elevada ou aqueles com risco de glaucoma de ângulo fechado agudo.

Insuficiência renal ou hepática: concentrações plasmáticas elevadas de Duloxetina ocorrem em pacientes com insuficiência renal grave (c/earance de creatinina < 30 ml/min) ou com insuficiência hepática grave. Deve ser usada uma dose inicial mais baixa em tais pacientes.

Gravidez e amamentação: Esta droga deve ser usada em gestantes somente se o provável benefício justificar o risco para o feto. A amamentação não é recomendada durante o uso de Duloxetina. Uso em idosos e crianças: a segurança e eficácia em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Não foram observadas diferenças na segurança e eficácia entre indivíduos idosos e indivíduos mais jovens.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A farmacocinética da CYP1A2, não foi afetada significantemente pela co-administração com a Duloxetina. Devido à CYP1A2 estar envolvida no metabolismo da Duloxetina, o uso concomitante de Duloxetina com inibidores potentes da CYP1A2 pode resultar em concentrações mais altas de Duloxetina. Portanto, deve-se ter cuidado ao administrar Duloxetina com inibidores da CYP1A2. A Duloxetina é um inibidor moderado da CYP2D6. Portanto, deve- se ter cuidado se a Duloxetina for co-administrada com medicamentos metabolizadas pela CYP2D6 e que têm um índice terapêutico estreito. Devido à CYP2D6 estar envolvida no metabolismo da Duloxetina, o uso concomitante da Duloxetina com inibidores potentes da CYP2D6 pode resultar em concentrações mais altas da Duloxetina. Aconselha-se cuidado ao se administrar a Duloxetina com inibidores da CYP2D6. A Duloxetina não inibe ou induz a atividade catalítica da CYP3A.

Portanto, um aumento ou diminuição no metabolismo desses substratos da CYP3A resultantes da indução ou inibição não são esperadas. O uso concomitante da Duloxetina e álcool não é recomendado. A co-administração da Duloxetina com antiácidos contendo alumíni9 e magnésio ou com famotidina não teve nenhum efeito significante sobre a taxa ou extensão da absorção da Duloxetina após a administração de uma dose oral de 40 mg. Devido aos efeitos primários da Duloxetina sobre o SNC, deve-se tomar cuidado quando a mesma for usada em combinação com outras drogas que agem no mesmo local.

A Duloxetina está altamente ligada às proteínas plasmáticas, portanto sua administração a pacientes tomando outra droga que esteja altamente ligada às proteínas plasmáticas pode causar aumentos das concentrações livres da outra droga. A Duloxetina não teve nenhum efeito sobre a farmacocinética do lorazepam e o lorazepam não teve nenhum efeito sobre a farmacocinética da Duloxetina. A combinação da Duloxetina e lorazepam resultou em um aumento de sedação comparado com o lorazepam sozinho.

Cuidado é indicado na co-administração de antidepressivos tricíclicos (ADT) com Duloxetina, pois a Duloxetina pode inibir o metabolismo destes medicamentos.

REAÇÕES ADVERSAS: Muito comuns: constipação, diarréia, boca seca, náusea, fadiga, tontura, insônia. .ÇQ[m!!J§.; vômito, espasmo muscular, anorexia, apetite diminuído, inquietação, letargia, insônia média, sonolência, tremor, bocejo, sudorese noturna, sudorese aumentada, fogachos, visão turva, anorgasmia, libido diminuída, transtorno de ejaculação, falha da ejaculação e disfunção erétil.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO:

Tratamento

A Duloxetina deve ser administrada a uma dose de 60 mg uma vez ao dia, independente das refeições. Doses acima de 120 mg não foram sistematicamente avaliadas. Tratamento prolongado/manutenção/continuação:

Não há evidências disponíveis para se avaliar quanto tempo um paciente deve continuar a ser tratado com Duloxetina. Geralmente é de consenso que os episódios agudos do transtorno depressivo maior necessitam de uma terapia farmacológica mantida por vários meses ou mais longa.

Interrupção do tratamento

Assim como com outras drogas eficazes no tratamento do transtorno depressivo maior, quando interromper Duloxetina após mais de 1 semana de terapia, é geralmente recomendado que a dose seja diminuída paulatinamente para minimizar o risco dos sintomas da interrupção.

CYMBALTA® (Lilly) - cloridrato de Duloxetina

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO: Duloxetina é apresentado em cápsulas de liberação retardada de cloridrato de

Duloxetina equivalente a 60 mg de Duloxetina, em blísteres acondicionados em caixas com 14 e 28 cápsulas.

Fonte: Ballone GJ - Antidepressivos - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2005.

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